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      04/01/2020 | Restaurante Vila Paraíso - Agrofloresta

      Restaurante Vila Paraíso

      Grupo gastronômico de Campinas implanta projeto para o desenvolvimento de sistemas agroflorestais

      Em área de 6 mil m2 serão plantadas frutas, hortaliças e verduras usadas no Restaurante Vila Paraíso e Padocas do Vila, além da recuperação de solo e meio ambiente de terreno localizado em uma APA

      Temas como preservação e conservação de áreas verdes e do clima estão atraindo cada vez mais a atenção e o interesse das pessoas e empresas ao redor do mundo, além de mudar os hábitos dos consumidores. Uma pesquisa realizada pela Ipsos apontou que para 85% dos brasileiros, a proteção do meio ambiente deve ser uma prioridade do governo no plano de recuperação do país pós-Covid-19. Outro levantamento, da empresa Visual GPS, revelou que 81% das pessoas ouvidas espera que as empresas sejam ambientalmente conscientes.
       

      Pensando em formas de deixar um legado para a região e as pessoas e, ao mesmo tempo, produzir os próprios alimentos – naturais e sem agrotóxicos - servidos aos seus clientes, o grupo que administra o Restaurante Vila Paraíso e as duas unidades Padocas do Vila, em Campinas (SP), decidiu investir no desenvolvimento de sistemas de agrofloresta.
       

      Inicialmente, ela vai ocupar um terreno de 6 mil metros quadrados dentro de uma fazenda de 300 mil metros quadrados localizada em Área de Proteção Ambiental (APA) no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, onde estão o restaurante e uma das unidades da Padoca. O projeto teve inicio em dezembro, e será implantado em dez fases.
       

      Na agrofloresta serão plantados produtos consumidos pelo restaurante e nas Padocas, como, por exemplo, alface, rúcula, pitanga, acerola, banana, frutas nativas, grumixama, cereja do Rio Grande dentre outras, com colheitas que acontecem a partir de ciclos curtos até ciclos mais longos. O plano prevê plantas medicinais e aromáticas e plantio de madeiras exóticas que serão colhidas no longo prazo, abrindo espaço para que, futuramente, o sistema seja rejuvenescido.
       

      Júlia Zanetti, uma das pessoas à frente do projeto, explica que agrofloresta é um meio de produção utilizando a observação da natureza e a inteligência humana para acelerar e otimizar os processos de desenvolvimento das plantas. Sem veneno, utiliza-se da diversidade, leva em consideração a necessidade de sol, o tempo que as plantas precisam para crescer e consórcios de plantas adequadas ao clima e região em que o sistema será implantado.
       

      “São muitos pontos positivos para o Meio Ambiente, porque beneficia o solo e permite que o mesmo absorva melhor a água, podendo até atrair novas nascentes e regenerar a natureza”, explica “E já há casos em que este sistema transformou o microclima de uma região”.
       

      Ricardo Barreira, um dos sócios do Grupo e Chef responsável das casas, lembra que agroflorestas começam a ganhar terreno no País. “O Vila e a Padoca talvez sejam pioneiros no sentido de querer oferecer os alimentos provenientes de sistemas agroflorestais para consumo nos restaurante e na padaria.”
       

      PRODUÇÃO E MEIO AMBIENTE

      Ao mesmo tempo em que promove o plantio, cultivo e consumo de produtos naturais e livres de agrotóxicos, a agrofloresta também é um importante aliado para o meio ambiente da região onde ela é implantada. Isso porque ajuda a preservar o solo, na recuperação de áreas degradadas, preservação e nascimento de novas nascentes e para evitar o chamado efeito estufa.
       

      Júlia diz que o objetivo de ações ambientais como a agrofloresta é deixar um legado positivo, uma maneira de interação do homem com a natureza, de maneira harmônica e respeitosa e que talvez sirva de inspiração e exemplo num momento em que cada vez mais fica claro que a Natureza deverá ser o centro de tudo e a partir disto, estabelecermos políticas corporativas que interajam com o mínimo impacto, favorecendo a todos. Ela lembra que o grupo vem trabalhando pilares de sustentabilidade, ecologia e meio ambiente.
       

      “Já utilizamos energia solar fotovoltaica, que é uma fonte de energia limpa. Há um ensaio para nos tornarmos Lixo Zero, fazendo a correta separação dos resíduos e agora, queremos oferecer produtos com mais qualidade e menos impacto ambiental possível: sem tóxicos, minimizando a logística, fomentando o comércio local através de parceiros que envolvemos nesses processos”, diz Júlia.
       

      O Chef Ricardo ressalta que cada vez mais as pessoas procuram experiências e empresas acabam entregando isso a qualquer custo. “No nosso caso, nós queremos estar pautados em valores e ainda assim, entregar a experiência. É um olhar para dentro, é um passo atrás para outros muitos passos para frente. Queremos mudar um pequeno Planeta em que estamos inseridos.”





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