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      25/09/2018 | Homenagem a Carlos Gomes 28/09

      Recital Carlos Gomes na Câmara de Vereadores


      Kohdo Tanaka, Ana Beatriz, Daniel Duarte, Regina Márcia, José Luiz, João Gabriel, Marina, Dimarzio e Vicente
       

      Na próxima sexta-feira, (28/09) às 20 horas, no plenário da Câmara Municipal de Campinas (avenida da Saudade, 1004, Ponte Preta), a ABAL Campinas apresenta recital de árias e canções, prestando tributo a Carlos Gomes neste mês comemorativo. A sessão será presidida pelo vereador Vinicius Gratti e representa uma homenagem da Edilidade campineira ao imortal Tonico de Campinas. As vozes dos sopranos Ana Beatriz Machado, Regina Márcia Moura Tavares, Marina Gabetta; dos tenores Kohdo Tanaka, Daniel Duarte, João Gabriel Bertolini, Vicente Montero e dos barítonos Nelson Nicola Dimarzio e José Luiz Águedo Silva, acompanhados ao piano por José Francisco da Costa, apresentam as canções Bela ninfa de minh’alma, Quem sabe?!, Sempre Teco, La Preghiera del’orfano, Lisa, me vos tu ben?, Mon Bonheur, e as árias Intenditi con Dio (Fosca), Vanto io pur, Senza tetto, senza cuna (ambas da Il Guarany), Intenditi con Dio... (Fosca), Sol ch’io ti sfiori (Maria Tudor), Come serenamente e O Ciel di Parahyba, (da ópera Lo Schiavo). A homenagem será aberta com alocução sobre o Tonico de Campinas, pronunciada pelo barítono e professor José Luiz Águedo-Silva, membro da Associação dos Poetas e Escritores de Itatiba (SP).

       

      122 Anos sem Carlos Gomes

      Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, na época, Vila São Carlos, em 11 de julho de 1836. Nosso Tonico de Campinas cedo viu despertar sua vocação musical. Na Banda marcial de seu pai, o Maneco Músico, onde também tocava seu irmão de sangue, José Pedro de Sant’Anna Gomes. Aos onze anos começou a estudar clarineta, logo mudando para piano e violino. Em 1848, mostrava em apresentações suas primeiras obras musicais, solos para piano e modinhas. Em 1856 escreveu a Missa de São Sebastião, dedicada ao clarinetista Henrique Luiz Levy. Em 1859, num concerto organizado pelo músico Ernest Maneille, no Teatro São Carlos, de Campinas, apresentou a obra Variações para clarineta sobre o romance Alta Noite. Nesse mesmo ano, abriu um curso de piano, canto e música. Tempos depois, com seu irmão, foi viver em S. Paulo hospedando-se em repúblicas de estudantes. Tocava em concertos particulares, juntamente com Henrique Luiz Levy. Compôs então (1859), sobre poemas de Bittencourt Sampaio, o Hino Acadêmico, em homenagem aos estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e a famosa modinha Quem Sabe?!, em homenagem a Ambrosina Corrêa do Lago, seu primeiro amor.
       

      Em 4 de setembro de 1861 estreou sua primeira ópera, A Noite do Castelo, que ele mesmo regeu. Em 15 de setembro de 1863 estreou a segunda ópera, Joana de Flandres, no Teatro Lírico Nacional, libreto original de Salvador de Mendonça. Agraciado pelo Imperador com a Ordem da Rosa e, após grande êxito, Carlos Gomes conquistou a bolsa para estudar na Europa. Em 8 de dezembro de 1863 partiu para Milão, Itália. Cursou o Conservatório dali na classe do Maestro e compositor operístico, Lauro Rossi. Três anos depois, Carlos Gomes recebeu seu diploma de Maestro e Compositor. Ao longo de sua vida produziu as revistas musicais Se sa minga e Nella Luna; as óperas Il Guarany, Fosca, Salvator Rosa, Maria Tudor, Lo Schiavo, Condor e o Poema Vocal Sinfônico Colombo. É de sua autoria a Sonata em Ré (Burrico de Pau). Faleceu em 16 de setembro de 1896, há 122 anos, em Belém, no Estado do Pará.
       

      (Se não puder comparecer pessoalmente, assista pela TV Câmara (Canal 4, da NET) ou pela internet (internet - www.campinas.sp.leg.br) – A transmissão tem início às 20h30min, aguarde.)

       

      Entrada franca.
       

      Alcides L. Acosta


      Jornalista MT 9533





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