• COBERTURAS


      23/11/2011 | CPI da corrupção ouve Simone.
      Local: Câmara Municipal de Campinas
      Cidade: Campinas / SP
      Cobertura por: Augusto Barretto

      A  coordenadora de Parcelamento do Solo da Secretaria de Urbanismo, Simone Medeiros Eyer Thomaz ,  ouvida  pela CPI da Corrupção instalada na Câmara Municipal de Campinas presidida pelo vereador Artur Orsi.

      Ela estava convocada para depor à CPI no último dia 10, mas não compareceu alegando problemas de saúde. Antes, já havia sido chamada para falar na Comissão Processante que resultou na cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos e também não compareceu. Finalmente hoje pode comparecer para dizer que desconhece 99% das questões relacionadas as irregularidades.

       

      Texto : Camara Municipal

      Ex-diretora do DU revela conflitos com Jarreta e Carlos Henrique

      Ex-coordenadora de Parcelamento do Solo da Secretaria de Urbanismo, Simone Medeiros revelou nesta quarta-feira (23/11) em depoimento à CPI da Corrupção instalada na Câmara Municipal, que teve conflitos com os ex-secretários Hélio Jarreta (Urbanismo) e Carlos Henrique Pinto (Assuntos Jurídicos) por ser legalista.

      Simone contou aos vereadores que teve atritos com Jarreta. Disse que o secretário não a deixou participar do processo de aprovação de empreendimentos ligados ao “Minha Casa Minha Vida” e sugeriu que a decisão por ter sido motivada justamente pelo seu perfil técnico.

      “Meu relacionamento com ele não era muito bom, principalmente com relação a legalidades. Eu era técnica e ele era político e a gente entrava em conflito. Eu sou rigorosa. Sou legalista. Passar por mim é complicado. Comigo tem de estar tudo certinho, organizado”, disse. Ela afirmou que os projetos do “Minha Casa...” - que foram embargados por conta de irregularidades – ficou restrito ao próprio Jarreta e a uma funcionária designada por ele. Ela disse que tecnicamente não liberaria, por exemplo, empreendimentos sem desmembramento, como chegou a ser feito com obras da Goldfarb, também embargadas.

      Ela disse que Carlos Henrique promoveu alterações nos procedimentos de expedição de licenças de funcionamento de bares e restaurantes. Disse que quando foi instituído o Tolerância Zero, a prefeitura criou o Comitê Gestor de Fiscalização Integrada de Campinas (Cofisc) e que o órgão estava submetido ao ex-secretário. “Com isso, ele tinha a atribuição de lacrar, ou deslacrar os estabelecimentos”, disse. Simone disse acreditar que a mudança tivesse motivação política.

      Simone Medeiros disse desconhecer qualquer tipo de favorecimento na liberação de antenas de telefonia. Afirmou que não sabia que o ex-diretor de Controle Urbano, Ricardo Cândia seria o dono de 18 terrenos alugados para operadoras. “Os pedidos eram feitos pelas operadoras. A gente não tinha contato com os proprietários”, explicou

      O presidente da CPI, vereador Artur Orsi (PSDB), a questionou sobre escutas telefônicas gravadas com autorização da justiça em que ela conversava com Cândia sobre assuntos relacionados a procedimentos da Secretaria, mesmo depois de ele ter sido exonerado. Nas escutas ela reclama de Carlos Henrique e pede a interferência de Cândia. “Conversei com ele (Cândia) uma ou duas vezes e, assim mesmo, foi apenas uma conversa informal”, disse.

      Na conversa, Cândia diz que poderia recorrer à então primeira-dama Rosely Nassin Santos para que os atritos terminassem. Mesmo assim, Simone disse desconhecer que Cândia tivesse influência no governo. Para Artur Orsi, a interferência de Cândia no primeiro escalão do governo ficou patente.

      PRÓXIMAS AUDIÊNCIAS – O próximo a ser ouvido pela CPI será o ex-presidente da Ceasa, Nivaldo Dóro. O depoimento está previsto a sexta-feira (25/11), a partir das 9 horas. No dia 29, a partir das 14 horas, será ouvido Ricardo Cândia e no dia dois de dezembro, o empresário Washington Beneno – sócio de Cândia.

      A CPI é presidida pelo vereador Artur Orsi (PSDB) e conta com os vereadores Campos Filho (DEM), Miguel Arcanjo (PSC), Sebastião dos Santos (PMDB), Élcio Batista (PSB), o Politizador (PMN) e Cidão Santos (PPS).




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