• COBERTURAS


      19/03/2011 | Sinfônica de Campinas 2011
      Local: Sala Luís Otávio Burnier
      Cidade: Campinas - SP
      Cobertura por: Augusto Barretto e Selma Soares

      A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) abre sua temporada oficial de apresentações deste ano com concerto na Sala Luís Otávio Burnier do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes e contou com a presença da Sercretária de Cultura Renata Sunega, do Diretor da Orquestra Arthur Achiles Gonçalves, e Vinícios Grati.

      O concerto  iniciado com a obra Abertura Cidade de Campinas, de Almeida Prado e, na sequência, com Carnaval dos Animais, de Camile Saint-Saëns, e Sheherazade, de Nikolai Rimsky-Korsakov. Nomes de destaque como o violinista Artur Huf e os pianistas Fernando Lopes e Gilberto Tinetti, sob a regência de Karl Martin realizaram uma apresentação magnífica.
       

      ALMEIDA PRADO
      Um dos mais reconhecidos compositores brasileiros, Almeida Prado estudou piano com Dinorah de Carvalho e composição com Osvaldo Lacerda e Camargo Guarnieri. Entre 1969 e 1973 estudou em Paris com Nadia Boulanger e Olivier Messiaen, mestres que influenciaram fortemente a sua obra.
      De volta ao Brasil, em 1974 foi convidado para lecionar composição no então nascente Departamento de Música da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do qual se aposentou em 2000. Sua produção inclui mais de quatrocentas obras nos mais diversos estilos, desde o nacionalismo musical, passando pelo atonalismo, música pós-serial, até chegar a um estilo próprio que chamou de “tonalismo estendido” desenvolvido principalmente nas Cartas Celestes.

      Muito ligado à religião, escreveu missas, cantatas e oratórios ao lado de peças de caráter afro-brasileiro como a Sinfonia dos Orixás, cuja estreia coube à Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas sob a regência de Benito Juarez, nos anos 80.

      A Abertura Cidade de Campinas foi escrita em 1976, um período em que a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas ainda estava se firmando como um corpo profissional; a Unicamp, onde era professor de composição, se consolidava como uma das mais importantes universidades do país e Campinas era uma cidade reconhecida pela excelente qualidade de vida. Encantado com a cidade, Almeida Prado decidiu fazer uma homenagem musical a ela e à sua orquestra.

      Na época da estreia descreveu o sentimento que norteou a Abertura Cidade de Campinas: “a cidade é mostrada em suas transparências e densidades, sua atmosfera florescente, os mágicos flamboyants, os incríveis horizontes verdes e azuis, tudo que é paz, encanto, fantasia, o que sinto nessa maravilhosa cidade”. Para descrever esse ambiente compôs uma obra para grande orquestra, na qual explorou diversas possibilidades dos instrumentos, em especial os de percussão que predominam.




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