• Gastronomia

      29/09/2019 | Abrasel RMC e Prefeitura

      Abrasel RMC e Prefeitura iniciam esta semana campanha educativa em bares e restaurante de Campinas

      Projeto Amigo da Vizinhança quer estimular o convívio e respeito entre clientes, estabelecimentos e vizinhos; acão deve percorrer 200 estabelecimentos nos próximos três meses

      A Prefeitura Municipal de Campinas, com parceria e apoio da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC), deflagra nesta semana a Campanha Amigo da Vizinhança. O objetivo desta ação educativa, com duração de 90 dias, é conscientizar proprietários de bares e restaurantes e clientes sobre a importância do convívio e o respeito aos moradores no entorno dos estabelecimentos. A campanha terá início pelo Cambuí, com previsão de visita a 200 estabelecimentos, e depois se estenderá para os demais bairros e distritos da cidade.


      A campanha envolve as Secretarias de Obras e Urbanismo, Setec, Emdec Guarda Municipal e Abrasel. A visita dos agentes públicos aos bares e restaurantes deverá ter caráter educativo neste primeiro momento. Do lado dos clientes, a proposta é mostrar a importância do bom convívio com a vizinhança, como a preservação do direito ao sossego e descanso, evitando volume alto e algazarras no entorno das casas.

       
      Do lado dos estabelecimentos, a ideia da Abrasel RMC com esta campanha é que eles ofereçam ambientes agradáveis, acolhedores e dentro das normas e legislações sobre o som alto, problemas que recebem grande número de queixas de moradores. Além disso, a campanha também pretende estimular a regularização de possíveis pendências junto ao poder público
       

      Segundo o Presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason, a campanha "não tem caráter punitivo, mas de conscientizar empresários e clientes da importância de um convívio harmonioso e de respeito com os vizinhos."
       

      "Entendemos que os comerciantes que hoje trabalham com som mecânico, incompatível com a legislação, devem ser orientados para que implantem em seus estabelecimentos mecanismos antirruídos, respeitando, dessa forma, o sagrado direito de repouso dos seus vizinhos, considerados seus amigos", defende o presidente da Abrasel RMC.
       

      Mason explica que a Abrasel RMC, como uma entidade de classe, tem uma política de atuar como coadjuvante nesta ação da Prefeitura. O papel da entidade é ajudar na adoção de uma política de boa vizinhança entre os proprietários de bares e os moradores vizinhos, de forma a garantir a ordem, o funcionamento e os milhares de empregos gerados pelo setor. "Temos que levar em conta que estamos em uma cidade de uso misto e a maioria dos bares e restaurantes está localizado em bairros com vocação comercial, como é o Cambuí. Daí a importância de chegarmos a um convívio harmonioso".
       

      O presidente da entidade ressalta também que a Abrasel RMC tem a missão de oferecer e prestar toda ajuda aos empresários do setor no que se refere ao enquadramento das regras, ajudando com sua equipe técnica e jurídica, na regularização de alguma pendência junto à Prefeitura.



      Toda a preocupação da entidade é decorrente de ações movidas pelo poder judiciário para retomada de ações de fechamento de estabelecimentos mais cedo. Segundo ele, esta medida proposta pelo Ministério Público só tende a trazer prejuízos para o setor, como possibilidade de fechamento de estabelecimento, cortes de cerca de seis mil empregos e redução de recolhimento de taxas e impostos. "Se isso ocorrer, vai acarretar prejuízos econômicos e sociais para todos, o que não interessa a ninguém no momento em que o País mais precisa gerar emprego e retomar o desenvolvimento econômico".
       

      O presidente da associação lembra que a conduta de alguns estabelecimentos que estejam perturbando o sossego da vizinhança não faz parte das boas práticas da Abrasel. A ação pública acerta ao buscar a conscientização do papel do bar na vizinhança, porém, problemas pontuais não devem nortear a aprovação de um projeto de lei que trará desemprego, fechamento de empresas e não resultará em benefícios à população, defende ele.
       

      "A restrição de horário (proposta pelo Ministério Público) é também prejudicial às pessoas que fazem turnos ou trabalham em horário estendido, e buscam lanches ou refeições num horário avançado. Uma cidade sem vida noturna é uma cidade atrasada, escura, perigosa, e sem vida".
       

      De acordo com levantamento da Abrasel RMC, o setor conta com cerca de seis mil estabelecimentos em funcionamento. Ele é um dos maiores geradoras de empregos, com mais de 60 mil postos de trabalhos diretos – e outros milhares de indiretos -, número expressivo e importante para a economia regional, que a exemplo do País, passa por um momento de crise de desemprego.





  • VIP IN TOUCH

  • CONTACT

  • LINKS

  • Revista Vip Virtual

  •